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Luís Carlos Soares • 16-Out-2016
O despontar do novo malabarista da seleção portuguesa



Gelson Martins participou nos dois últimos jogos da seleção campeã europeia, à qual parece ter chegado para ficar. Recorde o que, há um ano, a Revista PORT.COM escrevia sobre o jovem sportinguista.

O futebol português vive um momento notável não só a nível de resultados das seleções, como também pelo despontar de novas estrelas do futebol internacional. No EURO 2016 foram João Mário e Renato Sanches que, de tanto dar nas vistas, convenceram dois dos maiores poderosos clubes europeus a despender dezenas de milhões de euros para os contratar. Poucos meses depois, já há novos nomes na calha, como André Silva, André Horta e, sobretudo, Gelson Martins.

O jovem extremo, nascido há 21 anos em Cabo Verde, foi a principal figura do Sporting na surpreendente exibição personalizada que o clube português rubricou no estádio do campeão europeu Real Madrid. Deu tanto trabalho a Marcelo, que o lateral brasileiro, um dos melhores na sua posição, não se coibiu a desfazer-se em elogios perante jornalistas provenientes de todo o mundo.

Na edição de novembro do ano passado da Revista PORT.COM já havíamos prognosticado o despontar deste “miúdo”, escrevendo que “é previsível que, para o ano, Gelson Martins tenha direito a um número mais condizente com o estatuto de jogador de primeira equipa”.

Na verdade, não tem. A sua camisola é a número 77, o que no futebol moderno acaba por ter pouco significado. De resto, toda a gente sabe que o Sporting é responsável pela formação dos mais talentosos jogadores portugueses na posição 7, a de extremo. Fala-se, obviamente, de nomes como Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, Paulo Futre e Simão Sabrosa.

Recordamos um excerto do artigo com que, em novembro do ano passado, retratámos os primeiros passados de Gelson Martins na equipa principal do Sporting:

“No início do verão, o jovem nascido em Cabo Verde deu nas vistas com a camisola da seleção portuguesa, no Mundial sub-20. As exibições motivaram Jorge Jesus a convidá-lo para cumprir a pré-época com a equipa principal, e não tardou a dar nas vistas.

A confiança do treinador no jovem extremo mostrou-se de forma gradual. Começou por colocá-lo em campo no tempo de descontos da conquista da Supertaça, para “perder tempo” e também poder receber uma medalha. Na primeira jornada do campeonato, a mesma receita, mas com resultados práticos.

O Sporting chegou ao tempo de compensação empatado a uma bola com o Tondela, que se estreava no principal escalão do futebol português. Os “leões” mais céticos já antecipavam o primeiro balde de água fria da época, quando Gelson ganhou uma grande penalidade, ao ser derrubado dentro da grande área tondelense.

O penalty foi transformado em golo por Adrien Silva, e Jesus agradeceu a Gelson com mais minutos de utilização nas receções ao CSKA Moscovo e Paços de Ferreira. Mas a primeira titularidade não chegou pelo mérito dessas exibições.

Quando Carrillo foi afastado dos jogos do Sporting por se recusar a assinar contrato, Gelson foi o primeiro escolhido para tentar fazer esquecer o peruano, tanto nas competições nacionais como nas internacionais. Jogou de início contra o Lokomotiv de Moscovo e depois contra o Nacional. O primeiro golo pela equipa principal também já faz parte do currículo do jovem extremo, marcado na Taça de Portugal, contra o Vilafranquense.“

Depois dessa estreia a marcar, Gelson Martins também já soma golos para o campeonato português, brilhou na Liga dos Campeões Europeus e contou as primeiras internacionalizações pela seleção de Portugal. Não restam dúvidas que a carreira de Gelson Martins caminha a passos largos para grandes feitos, para gáudio dos responsáveis da seleção portuguesa.


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