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Revista PORT.COM • 13-Fev-2017
Navigator vai investir mais de 200 milhões de euros em fábricas portuguesas



O prazo estimado para a conclusão de novas linhas de produção, em Cacia e na Figueira da Foz, aponta para a segunda metade de 2018.

A Navigator, antiga Portucel, anunciou que vai avançar com o investimento de 121 milhões de euros na fábrica de papel de Cacia, no distrito de Aveiro, e de 85 milhões de euros no centro fabril da Figueira da Foz.

"A decisão de avançar com a construção da nova linha [na fábrica de Cacia] estava condicionada à concretização de um conjunto de fatores, nomeadamente a obtenção de um pacote de incentivos fiscais e financeiros, que, neste momento, já se encontram finalizados", afirma a empresa num comunicado hoje publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A intenção de investir na fábrica de Cacia foi comunicada pelo grupo papeleiro há pouco mais de um ano, em finais de 2015, quando deu a conhecer o seu projeto em Cacia de construção de uma linha de produção de papel `tissue` (utilizado em papel higiénico e lenços de papel) e respetiva transformação em produto final, com uma capacidade nominal de 70 mil toneladas por ano.

Agora, a Navigator adianta ter reunido "a globalidade das condições necessárias" para concretizar este investimento de 121 milhões de euros e, mediante a assinatura dos contratos de apoio, ter avançado já com o desenvolvimento do projeto.

"O prazo estimado para a conclusão das novas linhas de produção e transformação de `tissue` é a segunda metade de 2018, estando previstos que os desembolsos deste investimento sejam repartidos entre 2017 e 2018", esclarece a empresa.

Para concretizar durante o primeiro semestre de 2018 o projeto de aumento de capacidade do centro fabril da Figueira da Foz, de 70 mil toneladas para 650 mil toneladas de pasta de papel de eucalipto branqueada (BEKP) por ano, a Navigator vai investir 85 milhões de euros, mas já se candidatou a incentivos financeiros e fiscais.

No comunicado, a Navigator admite estar "preocupada" com a intenção do Governo de proibir a plantação de novas áreas com eucalipto e permitir apenas plantações de novas áreas por troca com plantações já existentes.

A empresa anunciou ainda que fechou 2016 com um aumento do lucro em 10,7% para 217,5 milhões de euros, contra 196,4 milhões de euros em 2015.

Em comunicado à CMVM, a empresa deu conta de uma redução de 3,1% no volume de negócios, face a 2015, e de resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações das vendas totais da empresa (EBITDA) de 397,4 milhões de euros, acima dos 390 milhões de euros de 2015.


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