ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

O conteúdo desta página só pode ser visualizado na vertical!


imagem
Revista PORT.COM • 19-Jan-2017
Portugueses rumam à Antártida para estudar poluição por mercúrio



A campanha rumo à Antártida integra 122 elementos, dos quais 19 são cientistas portugueses.

Os cientistas portugueses que foram hoje para a Antártida no âmbito do programa Propolar, trabalham em sete projetos relacionados principalmente com aquecimento global e alterações climáticas, como a adaptação de espécies às mudanças, mas também com poluição causada pelo mercúrio.

Os projetos portugueses "são bastante conceituados internacionalmente, porque focam áreas muito interessantes da questão do aquecimento global e das alterações climáticas", disse Teresa Cabrita, diretora executiva do Programa Polar Português (Propolar) à Lusa.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o Propolar, que apoia projetos de investigação e a ciência polar portuguesa, tanto no Ártico, como na Antártida, organiza anualmente uma viagem de avião para transportar investigadores para o polo.

Entre os 122 investigadores, oriundos de instituições de vários pontos do país, alguns vão estudar o efeito do mercúrio nas respostas fisiológicas e nos genes das comunidades que constituem a base das cadeias alimentares marinhas, como o fitoplâncton, e o zooplâncton.

Os cientistas vão estar numa ilha, um cone vulcânico que está inundado e onde há "uma enorme disponibilidade de mercúrio decorrente da atividade do vulcão, sendo, portanto, uma fonte natural" e vão tentar identificar as alterações que permitiram a sobrevivência de espécies nestas condições, explicou Teresa Cabrita.

Em Portugal, existem vários ecossistemas com contaminação por mercúrio e este trabalho pode ajudar a compreender como são afetados, acrescentou.

Conhecer os ciclos de pedra ordenados, formações rochosas suscetíveis aos ciclos de congelação e de gelo, com grande potencial como indicadores das variações climáticas ao longo da História, ou saber mais sobre o retrocesso glaciário, desde o último máximo glaciário global até aos nossos dias, são outros dos projetos na área das alterações climáticas.

O que se passa nas regiões polares influencia todo o planeta em termos de alterações climáticas, e Portugal é um dos países mais afetados por estas mudanças, salientou Teresa Cabrita.

Por isso, recordou, é importante ter consciência da necessidade de proteger estas zonas polares, compreender o que se passa para antecipar e preparar para as alterações que possa ocorrer.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
A Lei da Nacionalidade
José Cesário
Deputado do PSD eleito pelo círculo da emigração
As remessas dos emigrantes
Daniel Bastos
Historiador
Estudar em Inglaterra é (excessivamente) caro... Será que vale a pena?
Catarina Demony
Co-Autora do projeto Little Portugal
DISCURSO DIRETO
Um revés inesperado antes de chegar ao Reino Unido
Sérgio Fonseca
REINO UNIDO
Viver no Dubai, uma experiência incomparável
Sónia Costa
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
Como é ser um português recém-chegado a Nova Iorque
David Salgado
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ