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Revista PORT.COM • 18-Out-2016
Novo fármaco português para Parkinson lançado na Alemanha e Reino Unido



O novo medicamento Bial, aprovado em junho pela Comissão Europeia, e cuja substância ativa é a Opicapona, reduz o chamado período OFF-time em doentes de Parkinson, período que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes.

O grupo português Bial anunciou hoje ter iniciado a comercialização na Alemanha e no Reino Unido do seu novo medicamento para o tratamento da doença de Parkinson, uma patologia neurodegenerativa, crónica e progressiva.

De acordo com informação disponibilizada à Lusa pelo grupo Bial, a Alemanha e o Reino Unido são os primeiros países a comercializar este novo medicamento, que deverá estar disponível durante o próximo ano em outros mercados europeus, incluindo em Portugal.

Para reforçar a sua estratégia de internacionalização e assegurar a comercialização dos seus medicamentos, a Bial abriu em 2015 filiais em Frankfurt e em Londres. Na Alemanha, o grupo conta já com uma equipa de 40 pessoas e de 15 no Reino Unido, essencialmente equipas de vendas e gestores médicos.

Os estudos realizados mostram que este novo fármaco representa “uma nova opção de tratamento, segura e eficaz, e com a vantagem de ser de uma só toma diária, como terapêutica adjuvante em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas”, refere António Portela, CEO da Bial.

A Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA) estima que 1,2 milhões de pessoas na União Europeia sofrem desta patologia, incluindo 22 mil portugueses. Descrita pela primeira vez em 1817, a doença de Parkinson é altamente incapacitante e afeta as faculdades motoras dos seus portadores.

Os sintomas clínicos da doença surgem habitualmente depois dos 50 anos (idade média de diagnóstico da patologia é aos 60 anos). O diagnóstico da doença de Parkinson é baseado na observação clínica e pode ser realizado em pacientes que apresentam dois de três sintomas motores principais ou cardinais: tremor em repouso, rigidez muscular e bradicinesia. O tremor está presente em 85% dos pacientes com Doença de Parkinson.

A molécula deste novo medicamento começou a ser estudada pela farmacêutica Bial há 11 anos. É o segundo fármaco de patente portuguesa a chegar ao mercado, depois da comercialização de um medicamento (acetato de eslicarbazepina) para o tratamento da epilepsia, já disponível na Europa e nos Estados Unidos.


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