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Revista PORT.COM • 08-Mar-2017
Hospitais de Coimbra assinam parceria com Centro de Trauma de Miami



A parceria insere-se no Programa TeleTrauma, que vai agregar todos os hospitais da região Centro.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) assinou, recentemente, um acordo de parceria com o Centro de Trauma da Universidade de Miami, um dos mais experientes e avançados centros americanos.

"Miami é um centro com uma enorme experiência em duas áreas: no trauma à distância e no trauma de desastres ou de conflitos armados. Portanto, a aprendizagem nesta fase é muito importante para nós", sublinhou o presidente do CHUC, José Martins Nunes.

Segundo o responsável, este é mais um passo do CHUC que resulta "da sua linha estratégica de internacionalização, com ligação aos grandes centros do mundo nas várias áreas", depois da sua aceitação no M8 Alliance, considerado o G8 da saúde mundial. Neste âmbito, Portugal, representado pelo consórcio CHUC / Universidade de Coimbra (UC), realiza em abril de 2018, em Coimbra, a Cimeira Mundial de Saúde intercalar.

A parceria insere-se no Programa TeleTrauma, que visa reduzir a mortalidade de pacientes de trauma em zona remotas, encurtar tempos de intervenção, encurtar distâncias e ‘colocar’ o médico especialista no cenário de trauma durante a primeira hora após o acidente, através das mais avançadas tecnologias.

O projeto prevê que, através de telemedicina, especialistas em trauma possam interagir com o cenário de acidente e com outros centros de emergência médica no local de um acidente em massa ou situação de catástrofe, usando dispositivos móveis de Internet para determinar a gravidade das lesões.

"Podem ser fornecidas avaliações clínicas e determinado se os feridos devem ser transferidos para os Centros de Trauma de referência e os especialistas em trauma remoto podem fornecer a mesma qualidade de avaliação clínica e plano de cuidados como um especialista em trauma localizado fisicamente junto do paciente", explicou Martins Nunes.

O programa "vai encurtar essas distâncias e passam a ser os peritos dos hospitais em rede que vão atuar e fazer a diferença no resultado final do trauma".

Martins Nunes estima que o serviço regional de teletrauma seja ativado em julho.


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