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Revista PORT.COM • 29-Jan-2017
Palácio Nacional de Queluz agora na cor original



A PORT.COM recomenda uma visita ao Palácio Nacional de Queluz para assistir ao regresso do azul à fachada do palácio que fica mesmo às portas de Lisboa.

Mesmo quem nunca tenha visitado o Palácio Nacional de Queluz não ficará indiferente à sua fachada renovada. A história do palácio barroco do século XVIII, às portas de Lisboa, é feita da vida de reis e rainhas, como D. Pedro III (marido de D. Maria I) que o mandou construir; de D. Maria que aqui viveu e tristemente enlouqueceu e de seu filho, D. João VI que aqui nasceu e morreu, depois do regresso do Brasil (para onde partira em fuga às tropas de Napoleão).

O edifício foi residência da família real durante grande parte do século XIX, mas progressivamente foi deixando de ser usado, acabando por ser doado ao Estado por D. Manuel II. Foi já em processo de restauro para ser usado como museu, em 1934, que um grande incêndio destruiu grande parte do palácio e, só nos anos quarenta pode ser visitado – e terá sido nessa altura que ganhou o cor-de-rosa – muito em voga na época – nas paredes exteriores.

A cor original – o azul – foi agora reposta, como parte integrante de um projeto de requalificação de quase três milhões de euros – e cuja primeira fase terminou agora.

Para tornar possível a reposição da cor original foram precisos estudos e análises laboratoriais de alguns vestígios do reboco tradicional – de cal e areia com pigmentos «azul de esmalte» ou «vidro de cobalto» – que empalidece com o tempo. A isso se juntaram referências escritas a uma «cor pardacenta» e uma aguarela guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, que mostra as paredes azuis com molduras relevadas com painéis de cor amarela.

Além desta obra, estão muitas outras, de recuperação de vãos, cantarias, coberturas, sistemas de proteção e a adaptação do Pavilhão Robillion (inacabado desde a reconstrução após o incêndio) que passa a contar com uma cafetaria e um auditório. O Jardim Botânico, na margem direita do rio Jamor está também a ser intervencionado e numa segunda fase será feita a plantação da coleção botânica nos canteiros e de ananases nas estufas. Depois de finalizado o exterior, está agora a ser estudado e analisado o interior, para que se faça a sua requalificação, sala a sala, começando pela imponente Sala dos Embaixadores.


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