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Revista PORT.COM • 15-Mar-2017
Arquitetos portugueses vencem concurso na Letónia



Naturais de diversas partes do país, os quatro jovens formaram-se no curso de Arquitetura com Mestrado Integrado da Escola de Artes da UÉ e trabalham, agora, em ateliês em Lisboa.

Um grupo de quatro jovens arquitetos portugueses, recém-formados pela Universidade de Évora (UÉ) e oriundos de diversas partes do país, venceu um concurso internacional de arquitetura para a conceção de um 'Spa de Natureza' na Letónia.

Ana Isabel Santos, João Varela, João Tavares e Paulo Dias, com idades entre os 25 e os 28 anos, formam o grupo vencedor da competição, realizada pela plataforma 'online' Bee Breeders, sediada em Hong Kong e organizadora de concursos internacionais de arquitetura.

"Esta vitória é uma mais-valia para o nosso currículo e trabalho individual. Era uma competição internacional e ficámos à frente de ateliês pelo mundo fora", nomeadamente "um de Inglaterra (2.º lugar) e um dos Estados Unidos da América (3.º)", disse Ana Isabel Santos, de 26 anos.

A conquista, que lhes garante um prémio pecuniário de 11 mil euros e a colaboração, como consultores, na concretização do projeto, caso este avance, pode também servir de estímulo para os jovens arquitetos portugueses.

Estas competições "são importantes para mantermos a nossa capacidade crítica e liberdade criativa, para além do trabalho que desenvolvemos nos distintos ateliês", frisou.

Depois de, no ano passado, terem ficado em 3.º lugar num concurso de arquitetura para um museu de arte contemporânea em Mértola (Beja), através de outra plataforma, os quatro jovens concorreram à iniciativa da Bee Breeders para o 'Spa de Natureza' na Letónia, o Blue Clay Country Spa.

O projeto, previsto para "um lugar isolado, rodeado de floresta" e junto a um lago, tinha de atrair "o maior número possível de turistas" e proporcionar conforto, mas integrar-se neste cenário natural e ser sustentável.

"Chegámos a um edifício que, ao mesmo tempo, é um percurso, que permite identificar vários pontos de vista no local, com variações de espaços mais privados e mais públicos, mas sempre em grande contacto com a natureza e a zona envolvente", resumiu.

Com alojamento, restaurante, 'spa' e hortas e pomares, o projeto, em forma de círculo, acrescentou, convida "ao encontro e à reunião das pessoas no interior" e contraria a ideia de que "é muito difícil encontrar centralidade na floresta".

"O facto de termos estudado numa universidade no interior que está muito exposta à paisagem e ao território, desde o Alqueva, ao montado, às paisagens alentejanas e até ao núcleo histórico de Évora ser Património Mundial da UNESCO, influenciou completamente a nossa forma de trabalhar. É uma mais-valia e um ponto diferenciador dos nossos projetos", afiançou Ana Isabel Santos.


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