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Revista PORT.COM • 09-Fev-2017
Congressista lusodescendente quer ajudar Trump a legislar a imigração



O filho de açorianos David Valadao quer contribuir para o encontrar de uma resposta para a situação dos imigrantes indocumentados.

O congressista republicano David Valadao enviou uma carta ao Presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo que colaborasse consigo e outros membros do Congresso para reformar as leis de imigração do país. “Como filho de imigrantes portugueses e representando um único e diverso distrito, tenho ganhado conhecimento incalculável sobre o nosso sistema de imigração”, lê-se na carta.

O filho de imigrantes açorianos, eleito por um distrito da Califórnia, escreve que, assim como Trump, disse acreditar “firmemente que proteger as fronteiras é fundamental para a segurança nacional”, mas que isso não inviabiliza encontrar uma resposta para os milhões de imigrantes indocumentados.

“É importante modernizar e simplificar o atual sistema de imigração legal e criar um processo para que os 11 milhões de imigrantes indocumentados a residir no país, que seguem a lei, possam legalizar-se e continuar a contribuir para a nossa economia e sociedade”, escreveu Valadao.

O congressista representa um distrito do vale central da Califórnia, com uma população 71% latina, e retirou o apoio público a Donald Trump durante a campanha depois de ser divulgada uma gravação em que o então candidato se gabava de abusar sexualmente de mulheres devido ao seu estatuto.

Desde que foi eleito para a Câmara dos Representantes pela primeira vez, em 2013, Valadao tem falado de como as leis de imigração afetam a economia do seu estado, sobretudo na agricultura.

Em 2013, o congressista foi um dos três republicanos que apoiou um pacote de reformas proposto pelos democratas e, em 2015, votou contra uma lei que tentava proibir jovens indocumentados de servir nas forças armadas americanas.

Mais recentemente, foi um dos coautores de uma proposta que daria cobertura legislativa à ação executiva de Barack Obama DACA, que atinge pessoas que foram trazidas para o país ainda crianças, protegendo-as da deportação e permitindo trabalhar legalmente ou ter carta de condução.

“A maioria destas pessoas não quer mais do que ser um membro contribuidor da sociedade americana. Os benefícios de dar a estas pessoas a oportunidade de se aperfeiçoarem através da educação ou serviço militar não pode ser descurado ou subvalorizado”, explicou o luso-descendente.

David Valadao termina a carta dizendo que “é tempo das consequências da falta de ação para a nossa economia e sociedade serem levadas a sério”.

“Durante demasiado tempo, extremos de ambos os lados desencorajaram uma discussão construtiva, mas acredito que, com uma nova liderança, é hora de tornar realidade uma reforma significativa”, concluiu.


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